ÍCONES DE PORTUGAL

Património de Portugal

Castro de Lanhoso

Posted by mjfs em Novembro 3, 2007

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IMPLANTAÇÃO DE ACESSOS

Na base das vertentes setentrionais da Serra do Carvalho, destaca–se um relevo (altitude de 383 metros) com uma extraordinária posição geo–estratégica, pois domina para sul um amplo sector do vale do Ave. Para norte avista–se o vale Cávado e as cumeadas da Serra de Santa Isabel. Controlava, também, o corredor terrestre de circulação que ligava o núcleo central do espaço do Bracari às montanhas interiores, designadamente às serras da Cabreira e do Gerês, bem como ao planalto barrosão. O Castro de Lanhoso ocupava esse relevo granítico, no topo do qual foi, mais tarde, edificado o castelo medieval de Lanhoso, lugar simbólico da História de Portugal. O castelo, por sua vez, terá sido construído por cima de uma fortificação da Antiguidade Tardia. Todavia, no cume não se observam vestígios proto–históricos. O que resta do conjunto arqueológico castrejo encontra–se, sensivelmente, a meia–encosta, junto da estrada que conduz ao Santuário e ao Castelo.
Para aceder ao local, partindo do centro da Póvoa de Lanhoso, deverá seguir–se a Estrada Nacional 205 na direcção Braga/Vieira do Minho. Ao chegar à localidade de Horto, 1’4 km depois (3 minutos), deverá cortar–se para o lado direito, no cruzamento sinalizado como «Castelo de Lanhoso. Castro de Lanhoso». Cerca de 1 km depois (3 minutos) atinge–se o topo do morro onde se encontra o castelo medieval e o santuário de Nossa Senhora do Pilar.

 

O QUE VER

O núcleo conservado, pouco numeroso, de estruturas da Idade do Ferro é visitável através de um trilho que, saindo da estrada de acesso ao morro, se prolonga até à calçada da Via Sacra do século XVIII. As estruturas, geralmente bem conservadas, consistem em casas circulares e alguns lajeados, correspondentes a pátios de unidades habitacionais. Divisam–se, também, restos de um muro, que delimitava a plataforma da vertente, onde se conservam as ruínas. No final do itinerário encontra–se uma unidade doméstica construída ex–novo, incluindo uma característica casa circular com vestíbulo. O projecto de valorização deste sítio foi realizado por iniciativa da Câmara Municipal, sendo orientado por Armandino Cunha.
A cronologia de ocupação remonta ao Bronze Final, estendendo–se até à Romanização, conforme os resultados de várias intervenções arqueológicas. Em Lanhoso foi descoberto um capacete de bronze, intacto, em excelente estado de conservação, e dois torques em ouro, peças que integram as colecções do Museu de D. Diogo de Sousa de Braga. As ruínas proto–históricas foram detectadas em 1938, quando da abertura da estrada que conduz ao santuário da Senhora do Pilar, tendo sido então parcialmente escavadas por Carlos Teixeira. Foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1940. Mais do que as ruínas actualmente observáveis, a visita a este local, excelente miradouro, permite apreender a relação entre os castros da faixa litoral e vestibular dos grandes rios com as zonas montanhosas interiores.

 

(Fonte: www.castrenor.com)

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