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Castro de Monte Mozinho

Posted by mjfs em Novembro 8, 2007

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IMPLANTAÇÃO E ACESSOS

O castro de Monte Mozinho ocupa um outeiro destacado de suave declive, sobranceiro à ribeira de Camba, afluente do rio Sousa. Todavia, num contexto mais amplo, o seu posicionamento, a meia distância entre o vale daquele rio e o do Tâmega, confere–lhe uma notável valor estratégico, controlando o acesso, quer aos territórios para norte da Norte da faixa terminal da bacia do Douro, quer à zona interior. De facto vigia um corredor de circulação terrestre, que se dirige de oeste para leste, ao longo de uma série de cumeadas. O monte eleva–se a um altitude de 408 metros, sendo o subestrato rochoso granítico. Situa–se nas freguesias de Galegos e Oldrões, concelho de Penafiel e está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1948.
Partindo de Penafiel, deve tomar–se a Estrada Nacional 106, na direcção de Castelo de Paiva. Passados 4’1 km (cerca de 6 minutos) deve cortar–se à direita, para a Estrada Nacional 106–3, em direcção a Paço de Sousa. Ao fim de 500m (1 minuto) cortar à esquerda, para o caminho municipal 1300, sinalizado como Castro de Mozinho. Passados 4’6 km (cerca de 4 minutos), atinge–se o local de estacionamento do castro, seguindo sempre as placas com indicação do sítio.

 

O QUE VER

O Monte Mozinho é um ponto de referência na história da Arqueologia dos Castros. Em 1930 Abílio Miranda organizou dados dispersos. As primeiras escavações devem–se a Elísio Sousa (desde 1943 a 1954), seguindo–se intervenções de Russell Cortez, em 1947, e de Carlos Alberto F. Almeida entre 1974 e 1979. A partir de 1982 até à década de 90, as escavações foram orientadas por Teresa Soeiro.
Nos últimos anos a orientação do estudo e musealização têm sido da responsabilidade de Teresa Pires de Carvalho.
Este povoado pode ser inserido na categoria dos oppida, tanto pela dimensão como pela sua cronologia, situada na época de Augusto, desenvolvendo–se o povoado ao longo do século I. Três linhas de muralha circundam o castro, com uma área de implantação urbana de cerca de 20 hectares. Na linha interior abrem–se portas de acesso, numa das quais se conserva o sulco em que funcionaria o sistema de fecho da porta. Distinguem–se rampas de acesso às muralhas.
No seu conjunto o castro de Mozinho apresenta uma estrutura proto–urbana, orientada por um grande eixo Norte/Sul, cortado por arruamentos perpendiculares, pavimentados com lajes, observando–se um sistema de escoamento de águas domésticas e pluviais, com caleiros, tal como na Citânia de Briteiros. Esses arruamentos, à semelhança de outros castros de grandes dimensões, delimitam vários sectores, que se agrupam em unidades domésticas com diferentes estruturas circulares ou rectangulares, em redor de um pátio central. Os solos das construções aparentam ter sido em terra batida, argilosa. De entre estas unidades sobressaem estruturas de tipo domus, erigidas no contexto da romanização.
Elemento notável e peculiar é o podium de um pequeno templo junto da rua principal, na área urbana exterior à primeira muralha. Na plataforma cimeira da elevação destaca–se uma vasta estrutura elíptica, formando um recinto de utilização pública indefinida, à semelhança da Citânia de Santa Luzia, onde no entanto foi detectada uma construção no interior, enquanto que em Mozinho não se descobriram estruturas ou alicerces. Já fora do espaço urbano, a Noroeste, detectou–se uma necrópole.
O numeroso material recolhido inclui fragmentos de cerâmica da Idade do Ferro, cerâmica comum romana de importação, vidros, uma ampla colecção de moedas, bem como alfaias agrícolas e armas, objectos de adorno, joalharia em prata. A descoberta de 3 aras, uma das quais dedicada a Júpiter confirma a expressiva romanização do povoado. O referido material estava distribuído por vários entidades: Museu Municipal de Penafiel; Museu de Etnografia e História do Porto; Museu de Antropologia da Universidade do Porto, mas já se encontra material reunido em Penafiel.

(Castrenor)

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