ÍCONES DE PORTUGAL

Património de Portugal

Castro de Alvarelhos

Posted by mjfs em Novembro 10, 2007

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IMPLANTAÇÃO E ACESSOS

Apesar da sua altitude não ser muito elevada, 218 metros, este povoado dispunha de um invejável posicionamento estratégico, similar nalguns aspectos à Cividade de Bagunte, embora ligeiramente mais recuado para o interior, a meia distância entre os rios Ave e Leça, que desagua a norte da cidade do Porto. Aliás, no local onde se situa o castro corre o limite entre as duas bacias. Enquanto Bagunte controlava a via fluvial, Alvarelhos vigiava um corredor terrestre de circulação que conduzia em diagonal da foz do rio Douro para as bacias hidrográficas do Ave e do Cávado, para uma área de grande densidade de grandes castros. Este corredor foi aproveitado em sucessivas épocas. Na época romana passava, logo a sul do povoado, a via oficial entre Cale e Bracara, assinalada por miliários. Em tempos recentes foi construída, no mesmo corredor, a EN Braga – Porto, bem como a A3 (Porto–Braga–Valença) e, mais para sudeste, a linha ferroviária do Minho.
Partindo da Trofa deve tomar–se a Estrada Nacional 14 em direcção à Maia. Passados 6 km (cerca de 8 minutos), na freguesia de Muro, deve cortar–se à direita, para a Estrada Nacional 318, na direcção de Vila do Conde. Passados 2’3 km (cerca de 3 minutos), deve virar–se de novo à direita para um caminho de terra que se dirige para o lugar de Sobre Sá. Atinge–se a estação arqueológica passados 500 metros (cerca de 2 minutos), do lado direito do caminho.

 

O QUE VER

Este grande povoado foi inicialmente investigado em 1899 por José Fortes, no quadro do projecto de estudos da Proto–História do Noroeste, desenvolvido pela equipa do Porto a que pertencia aquela investigador —conhecido como grupo da Portugália, nome da revista que publicaram—, a que se seguiu uma publicação de C. A. Ferreira de Almeida em 1978 e de Joaquim Torres em 1979. Mais tarde houve intervenções no terreno, levadas a efeito em 1984 e 1986, no âmbito de situações de emergência. Em 1994, o local foi escavado no contexto de um projecto de investigação da responsabilidade de Álvaro de Brito Moreira. Nos últimos anos efectuaram–se campanhas de registo e limpeza promovidas pela Câmara Municipal da Trofa.
A estrutura do povoado ainda não se encontra bem definida. Ocupava uma área considerável atingindo, talvez superior a oito hectares, no triângulo formado por S. Marçal, Sobre Sá e Monte Grande, com estruturas localizadas nas plataformas intermédias, onde se dispõem vários taludes. O castro teria três linhas de muralha detectadas, sendo provável a existência de mais duas. A análise da superfície total do sítio e sua delimitação têm sido dificultadas pela pressão urbanística, cobertura vegetal densa e diversos equipamentos industriais.
A zona de visita mais expressiva corresponde a uma plataforma intermédia, intervencionada nos projectos recentes, onde se identificaram, além de estruturas circulares castrejas, claros indícios arquitectónicos de romanização, nomeadamente casas de tipo domus, sobrepostas às construções da Idade do Ferro, e um provável edifício termal.
A localização deste povoado junto da importante via romana Bracara/Cale, aliada à grande expanção urbana que aparenta ter ocorrido no período romano, indica estarmos perante um importante aglomerado secundário, não só pelas estruturas já exumadas, como também por diversos achados, entre os quais tesouros monetários e um notável fundo de uma pátera —vaso ritual em prata— com uma representação de Marte e inscrição com letras gravadas a ouro.
A reorganização do espaço habitado, na época romana, esconde ou terá apagado os vestígios mais nítidos da Idade do Ferro, cuja extensão está comprovada pela descoberta de casas circulares no lugar de Sobre Sá.
Contudo, o povoamento do local foi muito mais amplo, ocorrendo materiais datados do Bronze Final e vestígios de ocupação que se estendem até à Idade Média, sendo referido em fontes documentais do século X, conservando–se as ruínas de uma capela medieval.

(Castrenor)

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Uma resposta to “Castro de Alvarelhos”

  1. adorei saber um pouco mais sobre o seu país,pois sou casada com um prata,neto de alvaro de brito prata que migrou hás alguns anos para o brasil indo parar em bragança no pará-brasil e seus descendentes vieram parar aqui em capanema tmbm no pará-brasil,xau.

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