ÍCONES DE PORTUGAL

Património de Portugal

Edifício Castil, Franjinhas e Fachada Edifício Rua Braamcamp – Lisboa

Posted by mjfs em Dezembro 23, 2007

Castil - LisboaFranjinhas - LisboaFranjinhas - LisboaFachada do edifcio na Rua Braamcamp

No início dos anos 70, do século XX, as concepções arquitectónicas em vigor norteavam-se fortemente por uma ideia de planeamento urbano, fruto não só de um crescimento económico e de turismo, como também de um aumento das necessidades habitacionais de uma periferia em crescimento, aglutinada em torno de Lisboa. Dentro do núcleo citadino lisboeta, numerosos edificios de habitação, comércio e indústria refletem um “boom” de especulação urbana. Neste contexto, é projectado o Edifício Castil (1970-72), com risco do atelier de Conceição Silva, no qual também participa o arquitecto Tomás Taveira. Como primeiro grande centro comercial de Lisboa, afirma o seu carácter pioneiro em termos de uma concepção arquitectónica na qual se destaca o diálogo entre o uso do vidro (que cobre a fachada do edificio) com linhas que acentuam uma forte verticalidade estrutural.
Entre 1969 e 1971, o atelier de Teotónio Pereira, com colaboração de Nuno Portas, projectam e concretizam o Edifício “Franjinhas”, onde o elemento mais marcante da linguagem arquitectónica eleita é, sem dúvida, o diálogo inovador entre a espacialidade interior e exterior (fortemente impressa nas franjas da fachada), que denota uma forte influência da arquitectura de Turim de finais dos anos 60.
A classificação deste conjunto compreende ainda um edifício projectado por Norte Júnior em 1925. De enquadramento em gaveto e planta em L, possui uma feição marcadamente eclética, que congrega elementos decorativos tardios em estilo Arte Nova patentes nas mísulas talhadas em forma de figuração antropomórfica feminina, que sustentam as varandas de grandes dimensões na fachada principal. Com pilastras a definir a espacialidade do exterior do edíficio, a fachada é também marcada por uma linguagem de inspiração classicizante, patente nas balaustradas e no monumental arco de volta perfeita, que coroa o corpo de gaveto. Todo o exterior é rasgado por fenestrações de secções verticais, estas também de grandes dimensões, sendo o resultado final de uma acentuada monumentalidade e volumetria. Em 1985 sofreu uma campanha de reconstrução que lhe imprimiu grandes alterações no interior.

(Fonte: IPPAR)

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