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Património de Portugal

Igreja São Vicente de Sousa – Felgueiras

Posted by mjfs em Março 29, 2008

S Vicente de Sousa - Felgueiras

Situado a Norte da região do Vale do Sousa, o território correspondente, na actualidade, ao concelho de Felgueiras destaca-se, não apenas pela beleza natural das suas paisagens, como pela centralidade geográfica que assume e que justificou o lançamento, ao tempo do domínio romano, de várias vias que ligavam importantes localidades da Península Ibérica, de entre as quais a que ia de Bracara Augusta (Braga) a Aqua Flaviae (Chaves), passando por Ciada/Caladuno, posteriormente reutilizadas nos tempos medievos, numa comprovação da sua valência.

Embora mais conhecido por edifícios de monumentalidade semelhante ao do Mosteiro de Pombeiro, o termo de Felgueiras possui exemplares arquitectónicos distintivos de várias épocas e estilos, numa evidência da sua relevância ao longo dos tempos e, em especial, durante a construção da nacionalidade, a par de testemunhos de uma vivência anterior, como no caso da ” Igreja de São Vicente de Sousa “, erguida numa meia encosta num pequeno adro delimitado por muro granítico.

Consagrado em 1214, o templo apresenta planta simples com corpo composto de nave única separada da capela-mor por grande arco triunfal com retábulo de talha dourada e tecto de caixotões pintados, como de madeira policromada é a cobertura da restante igreja, onde se erguem dois outros retábulos, maioritariamente resultantes das intervenções seiscentistas e barrocas de setecentos.

Exteriormente, a igreja apresenta torre sineira adossada à fachada lateral, correspondente à capela-mor, culminando em empena o alçado principal com pórtico de quatro arquivoltas perfeitas assentes em colunas com bases e capitéis profusamente decorados com motivos geométricos e fitomórficos, ostentando o tímpano Cruz de Malta esculpida, sobrepujado por rosácea formada por círculos polilobados..

(Foto: Vic99)

(Texto: IPPAR)

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2 Respostas to “Igreja São Vicente de Sousa – Felgueiras”

  1. Terra de Sousãos e do rio Sousa said

    A freguesia de S. Vicente de Sousa, conforme asseguram historiadores (A. Fernandes, p. ex., teve a casa patriarcal da célebre família dos Sousas, os Sousãos; e deu nome ao respectivo rio que brota na região, o rio Sousa – que de seguida recebe àguas do Tresousa vindo de outra área do mesmo concelho, fundindo-se para demandar o genuíno Vale do Sousa e seguir até à sua foz, desaguando no rio Douro em Foz do Sousa…

  2. História do Concelho de Felgueiras (mais incisivamente sobre a área sul do mesmo concelho, em torno da freguesia e paróquia de S. Tiago de Rande, região central e circundante da actual Vila da Longra) – Distrito do Porto:

    Livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, escrito pelo historiador felgueirense Armando Pinto (n. 1954), cuja publicação data de 1997, numa edição patrocinada pelo jornal regional Semanário de Felgueiras – volume histórico-monográfico que, ao longo de suas 725 páginas, narra e ilustra a memória de uma área significativa do Norte de Portugal de Entre Douro e Minho, com propriedade ao concelho de Felgueiras, estendendo imagens narrativas pela retaguarda memorial de todo o território actual do concelho em referência, registando passos da evolução local através de antigas circunscrições administrativas, até registos do património físico e humano e inclusive extenso rol de memórias etnográficas, vincando usos e costumes de antanho de tal zona que sentiu efeitos de uma das rotas do Caminho de Santiago (nas medievais peregrinações para Compostela) e seu povo das terras onde cirandam as primeiras águas do rio Sousa…
    O autor, escreveu outras obras, como por exemplo, em género de contos o livro intitulado “Sorrisos de Pensamento” (ed. 2001); bem como de crónica historiadora quanto “Elevação da Longra a Vila” (2003); tal qual também de cariz biográfico-evocativo quão “Padre Luís Rodrigues: Uma Vida de Prece Melodiosa” (2004); ainda outro histórico-monográfico, menos extenso, sob título “S. Jorge de Várzea-História e Devoção” (2006); e de história desportiva quanto “Futebol de Felgueiras-Nas Fintas do Tempo/1932-2007”; porém o seu “Memorial Histórico…” é principal referência, considerada pelo historiador nortenho Monsenhor Manuel Amorim « a Bíblia dos povos de Rande e Alfozes de Felgueiras onde nada falta, a história e a tradição dos lugares e gentes (Velho Testamento) e a mensagem iluminada (Novo Testamento) que seja um caminho aberto de progresso, felicidade e paz para tais terras de Promissão de quem sente Felgueiras…»!

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