ÍCONES DE PORTUGAL

Património de Portugal

Mosteiro do Bom Jesus de Barrosas em Felgueiras

Posted by mjfs em Abril 2, 2008

Mosteiro do Bom Jesus de Barrosas - Felgueiras - Foto Portuguese_eyes

 

O conjunto formado pelo largo onde se inscreve o santuário do Bom Jesus de Barrosas, com a respectiva igreja e cruzeiro impõe-se na malha urbana pela volumetria e dimensão dos seus elementos, mas também pelas diferenças de cotas entre eles. Para além do cruzeiro que, junto ao templo, prolonga para o exterior as manifestações religiosas (consultar neste site a ficha com a designação – Cruzeiro do Bom Jesus de Barrosas ), é a igreja que mais se destaca.

As origens deste santuário de vocação cristológica encontram-se na visão de um pastor, de seu nome Domingos França, a quem Cristo se teria manifestado. Em consequência deste milagre, o pastor mandou construir, em 1672, a expensas suas, uma pequena capela para a qual o seu irmão veio a adquirir uma imagem de Cristo Crucificado, executada por um escultor de Barcelos (hoje no cemitério atrás da igreja).

A muita devoção ao Bom Jesus de Barrosas levou a que o templo primitivo se revelasse demasiado pequeno pelo que, no último quartel do século XVIII, foi construída a igreja que hoje se conhece. Não se sabe ao certo em que anos foi erguida, mas a data de 1798 presente nas grades do adro ajudam a balizar a edificação, datando certamente uma fase final da campanha de obras, isto é, de arranjos na envolvência. A igreja é envolta por um adro gradeado, apenas aberto em frente do portal principal, com escadaria de acesso.

Por outro lado, uma observação mais atenta da fachada denuncia, muito possivelmente, intervenções de épocas distintas, pois as torres apresentam cada uma um remate diferenciado: a da esquerda em coruchéu e a da direita bolbosa e encimada por cruz. Estas são ligeiramente recuadas em relação ao pano central, marcado por pilastras laterais e pela abertura do portal, envolvido por uma moldura que se prolonga até à janela de sacada do coro alto, envolvendo-a e elevando-se até à base do frontão triangular com que o alçado termina. As fachadas laterais são ritmadas pela abertura de janelas ao nível do registo superior, ganhando maior expressão no interior da igreja, profusamente iluminada. A estes vãos, com sanefas de talha dourada, correspondem, quer na nave quer na capela-mor, diferentes capelas e os púlpitos, todos eles também com sanefas de talha dourada. As abóbadas são pintadas.

A capela-mor, pouco mais estreita do que a nave, e com a qual se articula através de arco de volta perfeita revestido por talha, apresenta parede fundeira totalmente ocupada pelo retábulo, dominado pela tribuna, muito alta. Esta campanha de talha remonta, também, à segunda metade de Setecentos.

Na envolvente da igreja, no adro e na cota mais baixa, as casas da povoação encontram-se adossadas a esta estrutura, com destaque para a casa onde funcionou o Julgado de Paz, de fachada longitudinal aberta por quatro portas ligadas a janelas de sacada no piso nobre e um brasão central.

(Foto: Portuguese eyes)

(Texto: IPPAR)

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

 
%d bloggers like this: