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Património de Portugal

Casa de Recarei – Leça do Balio – Matosinhos

Posted by mjfs em Maio 27, 2008

 

Casa de Recarei - Leça do Balio - Matosinhos - Foto IPPAR-Joao Gama

 

O sítio de Recarei deverá ter sido um dos primeiros locais habitados da freguesia de Leça do Bailio, surgindo referenciado em documentos desde o século XI. Todavia, a Casa e respectiva Quinta remontam ao século XV, sendo que o edifício que observamos actualmente foi construído no século XVI e modificado nas centúrias imediatamente posteriores.

Igualmente conhecida por Quinta do Alão, a Casa de Recarei deve esta designação à família Alão de Moraes, proprietária deste espaço desde o século XVII, em consequência do casamento de Maria Nunes Camelo, herdeira da Quinta, com Aleixo Alão de Moraes. As armas da família encontram-se patentes no portão da propriedade, num outro portão de dimensões mais reduzidas e ainda numa das fontes.

A Casa, de planta em forma de U, foi associada à capela de Nossa Senhora da Assunção já no século XVIII. Esta, apresenta fachada de linhas simples, rematada na empena por um torre sineira, situada no eixo do portal principal e da janela que se lhe sobrepõe. O alçado da Casa é bastante regular, destacando-se a escadaria e a varanda, melhoramentos contemporâneos da intervenção na capela.

O jardim, magnífico exemplar de arquitectura paisagística do século XVII, deverá remontar à época em que habitou a casa D. Cristóvão Alão de Morais, célebre genealogista e autor da Pedatura Lusitana. Organizado em plataformas desniveladas, tão características dos jardins do Norte, este espaço beneficia de um sistema de distribuição de águas, integrado no pavimento em caleiras de granito, que ainda existe. O que explica a existência de diversas fontes e chafarizes, que deveriam funcionar como reservatórios de água, a ser distribuída conforme necessário.

Os diferentes elementos arquitectónicos dispersos pelo jardim têm vindo a ser atribuídos a Nicolau Nasoni. Entre os mais significativos encontra-se uma fonte, cujo muro é rematado lateralmente por flores-de-lis e pináculos característicos da obra deste arquitecto italiano, ou o chafariz com um golfinho, motivo bastante utilizado por Nasoni. De acordo com Pinho Brandão, os pináculos que rematam as colunas, na entrada da Quinta, o portal de entrada no terreiro (semelhante a um outro da Quinta de Santa Cruz do Bispo), ou as duas edículas do jardim, deverão ser, igualmente, obra de Nicolau Nasoni.

Fonte: (Rosário Carvalho) – IPPAR

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