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Fonte armoriada nos jardins da Casa de Cabanelas – Bustelo – Penafiel – Porto

Posted by mjfs em Outubro 25, 2008

Fonte no Jardim Casa cabanelas - Bustelo - Penafiel - foto www.monumentos.pt

A fonte armoriada que se encontra no terreiro fronteiro à Casa de Cabanelas é uma construção setecentista, certamente integrada no conjunto de obras de ampliação do edifício habitacional iniciadas em 1690 e apenas concluídas em 1771.

A fonte barroca apresenta espaldar definido por pilastras laterais encimadas por vasos, e unidas por aletas que formam um frontão triangular, interrompido. Ao centro, entre volutas e outros enrolamentos que preenchem a totalidade do pano murário, observa-se um escudo esquartelado: no primeiro, Pereira; no segundo Sotomaior; no terceiro Silva; e no quarto Meneses. Tem elmo de perfil e timbre dos Pereiras. A bica, em forma de carranca, jorra água para um tanque formado por uma pedra escavada.

Sobre a casa são relativamente escassas as informações disponíveis. A data de 1690, que tem vindo a ser entendida como o início das obras de ampliação de um imóvel já aí existente, encontrava-se numa janela de pedra que ligava a casa à capela. A janela encontra-se, hoje, no Museu Arqueológico de Penafiel, depois de ter sido substituída por uma porta, em meados do século XX. Não se conhece também o nome do proprietário que patrocinou estas obras, apenas se identificando D. Teresa Maria da Silva e Magalhães, como Senhora da Casa, cerca de 1700. Já em 1771, ano que surge no peitoril de uma outra janela, estava à frente dos destinos da propriedade Bento Rodrigo Pereira Sotomaior e Meneses, casado com Clara Rosa Benedita de Barbosa.

Terá sido o seu pai, António Afonso de Meneses Pereira de Sotomaior que casou em 1732 com a herdeira da Casa de Cabanelas, Clidónia Rosa de Magalhães da Silva, o responsável pela edificação da fonte, tal como parecem indicar as armas observadas no escudo. No mesmo sentido concorre a própria configuração da fonte, naturalmente atribuída à primeira metade do século XVIII.

Resta referir que a casa, de planta rectangular, desenvolve-se horizontalmente, apresentando uma longa fachada. A capela, numa das extremidades, é uma construção de meados do século XX, época em que antiga foi demolida para dar lugar ao templo que hoje conhecemos, numa localização diferente da original. O frontispício do conjunto habitacional caracteriza-se por uma enorme depuração, com janelas ao nível do andar nobre e portas de verga recta no piso térreo. Ao centro, e emprestando algum dinamismo ao alçado, uma escadaria de lanço único permite o acesso à porta principal, no andar nobre. Sobre a cornija, ergue-se um outro piso, possivelmente acrescentado numa época posterior, que desenha um frontão triangular sobre a entrada. Entre a casa e a capela, ergue-se um corpo com varanda protegida por balaustrada. Na fachada Oeste encontra-se uma torre ameada, vestígio de construções mais antigas, e outras dependências de cariz utilitário.

Texto: (Rosário Carvalho) – IPPAR

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