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Edifício dos antigos Paços do Concelho da Póvoa de Varzim

Posted by mjfs em Dezembro 4, 2008

 Edifício dos Antigos Paços do Concelho da Póvoa de Varzim - www.monumentos.pt

A região do porto piscatório da Póvoa de Varzim é habitada desde os tempos pré-históricos, embora a sua incorporação no Império Romano tenha marcado o início da formação do centro urbano. O documento mais antigo que referencia Villa Eurazini data de 953, pertencendo ao cartulário da Colegiada de Guimarães. Durante a Idade Média, a povoação tornou-se um próspero porto de pesca, dividido em duas partes distintas. A norte o território pertencia à Ordem do Hospital, sendo ocupada por cavaleiros hospitalários, a sul as terras pertencia ao rei.

Em 1308 D. Dinis outorgou a “Varazim” a primeira carta de foral, doando as terras realengas aos rendeiros da zona norte da povoação, com a condição de os novos habitantes aí fundarem uma póvoa, constituindo um concelho. Poucos anos depois, em 1312, o monarca doou a póvoa a Afonso Saches, seu filho bastardo, que a incorporou nos bens do Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde.

Foi pois no início do século XIV que se constituiu o concelho da Póvoa de Varzim, datando possivelmente do século XV a edificação do primitivo edifício dos Paços do Concelho, embora pouco reste da estrutura deste. O edifício quatrocentista da Póvoa de Varzim assentava sobre uma estrutura de arcadas, que constituíam o piso térreo, encimada pelas duas janelas do pisos superior, entre as quais estava colocado o brasão de armas da vila. Este modelo apresenta semelhanças com alguns edifícios camarários edificados nos séculos XV e XVI no norte do País, nomeadamente com os antigos Paços Municipais de Viana do Castelo.

No entanto, e porque nas últimas décadas do século XVIII a casa camarária da Póvoa de Varzim apresentava sinais de ruína, a edilidade determinou em 1791 que fosse construído um novo edifício para albergar os Paços do Concelho.

No início do século XX os antigos Paços do Concelho foram comprados por um particular, que executou obras de recuperação no edifício, transformando-o em residência privada. O edifício apresenta actualmente uma estrutura de planimetria rectangular, que se divide em dois pisos, muito diferente da original. A fachada principal apresenta no piso térreo três portas, de moldura em arco abatido, e no registo superior três janelas quadrangulares.

Pode referir-se que esta reestruturação retirou ao edifício o elemento mais interessante da sua edificação primitiva, a estrutura de arcada quatrocentista, que se inspirava em modelos oriundos do Norte da Europa.

Texto: Catarina Oliveira / IPPAR/2006

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