ÍCONES DE PORTUGAL

Património de Portugal

Castelo de Alcobaça (Ruínas) – Leiria

Posted by mjfs em Março 17, 2009

 Castelo de Alcobaça - Rui Ornelas

Localizado no centro litoral português, o território abrangido na actualidade pelo concelho de Alcobaça prima pela heterogeneidade geológica, geográfica e dos próprios recursos cinegéticos, razão pela qual se diferencia ao nível da estratégia de povoamento, desde a mais alta antiguidade humana, como atestam os inúmeros testemunhos arqueológicos (desde o Paleolítico até à Alta Idade Média) identificados até ao momento, motivando a curiosidade de nomes destacados da emergente Arqueologia ainda durante a segunda metade do século XIX.

A abundância de estações arqueológicas reafirma, assim, as excelentes condições oferecidas pela região às comunidades humanas que nela procuravam fixar-se, não surpreendendo, por isso, que fosse atravessada por diversas vias, lançadas ao tempo da conquista romana, ainda que seguindo, nalguns casos, tradições anteriores, numa comprovação da sua relevância, ao mesmo tempo que servia de ponto de ligação com a região Norte.

Uma importância que não mais desapareceu dos horizontes alcobacenses, antes fortalecendo-se em período medieval, altura em que o concelho foi profundamente marcado pela presença da Ordem de Cister, depois de D. Afonso Henriques (1109-1185) conquistar as suas terras aos muçulmanos por volta de 1148, doando-as àquela Ordem, em 1153 (ano da fundação do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça), constituindo os “Coutos de Alcobaça”, sucessivamente acrescentados por doações régias e de outros fiéis.

De entre as estruturas então tomadas aos árabes, constava o castelo, cuja construção as lendas locais atribuem à acção visigótica, conquanto seja atribuída por outros autores aos árabes, que o terão edificado no ponto mais alto da (então) pequena vila, “[…] dado-lhe o nome de Alcácer-bem-el Abbaci, que era o de uma porta da cidade de Marrocos.”

Conquistado o castelo, ele permaneceu, contudo, abandonado durante largos anos pelo estado de ruína em que as contendas militares o deixaram, para ser reconstruído já no reinado de D. Sancho I (1154-1212) – que depositara parte do seu tesouro no Mosteiro -, para nelle se recolherem os Monges, e paizanos em outra invazam semelhante (Apud Idem, Ibidem, p. 18). O castelo passava a integrar deste modo uma linha avançada da defesa de Lisboa, da qual faziam parte outros sistemas defensivos, a exemplo dos castelos de Leiria, Pombal e Óbidos.

Parcialmente destruído pelo terramoto que assolou a região em 1422, a sua importância estratégica foi de novo reconhecida, dessa feita por D. João I (1357-1433), que mandou reparar a torre e as muralhas afectadas, até ser utilizado apenas como prisão no período filipino, desmoronando-se desde então, remanescendo, na actualidade, pouco mais do que algumas ruínas.

Texto: A Martins / IPPAR

Outros Links:

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

 
%d bloggers like this: