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Archive for the ‘Castros’ Category

Castelo Velho de Freixo de Numão – Vila Nova de Foz Côa – Guarda

Posted by mjfs em Março 13, 2009

Castelo Velho de Freixo Numão -foto architectures.sapo

“Em vias de classificação” desde 1998, o sítio de “Castelo Velho de Freixo de Numão” foi primeiramente pesquisado nos inícios dos anos oitenta pela coordenadora das escavações conduzidas no local desde 1989, a Professora Susana de Oliveira Jorge, no âmbito de uma vasta campanha de prospecção realizada na região de Freixo de Numão, a fim de avaliar o seu potencial arqueológico e definir, em conformidade, as estações arqueológicas a merecerem uma abordagem científica mais sistemática e profunda. E, desde logo, o “Castelo Velho” revelou inúmeros indícios daquele que se assumiria como um dos povoados mais importantes do Noroeste peninsular, dotado de um excelente domínio sobre a paisagem envolvente e de boas condições naturais de defesa.

Até ao momento ainda não foram encontrados quaisquer indícios que pressupusessem uma permanência humana no cimo do esporão xistoso de Castelo Velho, sobranceiro ao rio Vale da Vila de forma bastante destacada na paisagem, antes do terceiro milénio a. C., altura em que terá sido assistido a uma primeira ocupação de carácter efémero, ainda que suficientemente estável para que fossem erguidas estruturas de carácter doméstico, como denunciam os buracos de poste, as lareiras e fragmentos cerâmicos, ao mesmo tempo que se edificou um torreão, utilizado até, sensivelmente, 1300 a. C., numa inequívoca demonstração da sua pertinênia construtiva.

Uma segunda fase construtiva terá ocorrido entre 2900 a. C. e os inícios do segundo milénio a. C., abrangendo a emergência, no local mais elevado do esporão, de um “monumento” de planta subelíptica delimitado por murete e complementado, a Sul, por um recinto subcircular, a par de uma plataforma intermédia circundada por uma rampa ou talude, com átrio, na mesma altura em que se ergueram algumas cabanas. Destes elementos, será, certamente, o interior do denominado “avançado” que concentra mais o interesse dos especialistas, em face das suas características arquitectónicas únicas e das discussões matidas em torno da sua real função. Usufruindo, na origem, de sete pontos de entrada, é no interior que se apruma a base pétrea de uma torre associada a quatro outras estruturas, mais ou menos, equidistantes, enquanto foram adossados, ao exterior, um bastião, uma estrutura subrectangular e muretes de contenção. Deste segundo período foram encontrados inúmeros fragmentos de vasos cerâmicos enquadráveis nas formas tradicionais do terceiro milénio a. C. desta região do Norte do actual território português. A par destes elementos, foram recolhidos, entre outros artefactos, dormentes e moventes graníticos, pontas de seta e pesos de tear, para além de objectos de cobre e um de ouro, contas de colar e elementos de adorno.

Quanto à terceira fase construtiva, ela decorreu entre os inícios do segundo milénio a. C. e 1300 a. C., ainda que as anteriores estruturas continuassem a ser amplamente fruídas, enquanto se reconstruia a rampa e se erguiam estruturas perecíveis, para citarmos apenas algumas das modificações então conduzidas. Quanto ao espólio encontrado, ele é essencialmente constituído por vasos cerâmicos, na superfície dos quais, a par dos elementos decorativos “penteados”, surgem os “cordões” e os “medalhões”, bem como exemplares decorativos Cogeces.

Susana Oliveira Jorge interpreta “Castelo Velho”, não como um povoado fortificado, mas enquanto um recinto murado, atendendo, sobretudo, à pouca relevância que a sua utilização defensiva deteria. Pelo menos até à terceira fase construtiva, quando parece assomar uma verdadeira intenção de, “[…] não só dificultar o acesso ao interior do recinto, como de monumentalizar as estruturas envolventes, nomeadamente o “avançado” e a segunda rampa/talude.”, até que ocorreu a petrificação da zona “monumental”, na quarta fase construtiva.

 

Fonte: [AMartins] / IPPAR

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Castro de Santa Margarida – Negrelos (São Tomé) – Santo Tirso

Posted by mjfs em Dezembro 27, 2008

 Castro Santa Margarida - Santo Tirso - www.monumentos.pt

Localizado num outeiro sobranceiro ao Rio Vizela, este povoado fortificado da Idade do Ferro, com paredes autoportantes, encontrava-se defendido por duas linhas de muralha construídas com blocos graníticos aparelhados assentes em seco, que, nalgumas zonas, adossavam-se aos penedos existentes na cumeeira.

Embora haja registos que apontam para a existência de construções na zona intramuros, o facto é que, até ao momento, não foram encontrados quaisquer vestígios estruturais. Identificaram-se, no entanto, amontoados de pedra solta que poderão resultar da derrocada dessas mesmas edificações, bem como fragmentos de cerâmica atribuível à Idade do Ferro, e de diversas mós manuais.

Texto: [AMartins] / IPPAR

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Castelo ou Castro da Cidadelhe – Mesão Frio – Vila Real

Posted by mjfs em Novembro 17, 2008

 Castelo ou Castro Cidadelhe - Vila real - www.monumentos.pt

Classificado como “Imóvel de Interesse Público” em 1992 e presentemente inserido na área abrangida pelo “Alto Douro Vinhateiro”, incluído na lista de “Património Mundial”, o “Castro de Cidadelhe” ergue-se no cimo de uma colina situada nas imediações da localidade que lhe deu o nome, e cuja fundação será anterior à de Mesão Frio.

Sendo um dos povoados fortificados mais amplos da região, este castro da Idade do Ferro tem sido objecto de importantes escavações arqueológicas desde 1983, da responsabilidade de A. Coelho F. da Silva, A. Baptista Lopes e Manuel Tuna, que as têm conduzido em dois sectores correspondentes à zona mais elevada do interior do espaço definido pela primeira muralha e na zona mais baixa, junto à segunda muralha.

Com um sistema defensivo constituído por duas linhas de muralha aparelhadas em xisto (a segunda das quais com aproximadamente quatro metros de largura e cinco a seis de altura), é no interior da área delimitada pelo primeiro pano muralhado que foram identificados os alicerces de algumas estruturas habitacionais de planta predominantemente circular, tão característica desta tipologia arqueológica.

À semelhança do que sucede noutros povoados fortificados da Idade do Ferro desta região do país, também no “Castro de Cidadelhe” foram registados elementos estruturais decorrentes do processo de romanização ocorrido no seu espaço. Não obstante, pertence à Idade Média uma das estruturas mais evidentes e consistentes nele edificadas: uma torre de planta quadrangular, precisamente sobre um estrato de saibro que cobre algumas das habitações pré-romanas. Na realidade, o povoado terá pertencido a um território administrativo medieval bastante mais amplo, correspondente a uma paróquia suévica, à qual se reuniu uma congregação régia por ordem do rei Ordonho II da Galiza e da Terra Portucalense, logo no segundo ano do seu reinado, em 911.

 

Fonte: A Martins – IPPAR

 

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Castelo ou Castro da Cidadelhe (monumentos.pt)

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Castro de Moldes – Castelo do Neiva – Viana do Castelo

Posted by mjfs em Outubro 23, 2008

Castro de Moldes - Castelo de Neiva - Foto Maria Ines Dias-2006 . - IPPAR

Erguido na Idade do Ferro, o “Castro de Moldes”, também conhecido por “Monte do Castelo de Neiva”, situa-se na margem direita do Rio que lhe deu nome (Neiva), e de onde se desfruta de uma excelente visibilidade sobre a extensa planície que se espraia em seu redor, bem como sobre a própria foz.

As escavações arqueológicas realizadas no sítio durante a primeira metade dos anos oitenta do século passado permitiram colocar a descoberto um povoado de consideráveis dimensões dotado de um assinalável sistema defensivo constituído por cinco linhas de muralha reforçado por torreões localizados na vertente Sul, acompanhando, quase sempre, a geografia do terreno.

Quanto à área definida pela muralhada interior, ela alberga uma notável densidade de estruturas de carácter doméstico de planta predominantemente circular (em cuja edificação se utilizou o próprio afloramento rochoso), algumas das quais com vestíbulo e apartadas por ruas lajeadas em granito. De entre estes elementos, destaca-se uma habitação pelo facto de possuir uma espécie de assento corrido coberto por placas rectangulares de ardósia.

As investigações evidenciaram de igual modo a reutilização do espaço em épocas posteriores, designadamente durante o período de ocupação romana do actual território português, certamente pela sua inegável posição estratégica. Apontam, aliás, nesse sentido, alguns materiais exumados durante as diferentes campanhas, como artefactos de bronze (entre os quais uma fíbula), a par de um abundante número de fragmentos de cerâmica comum e de importação, a atestar, não apenas o carácter relativamente permanente das gentes que ocuparam o povoado neste período, como, sobretudo, a sua inserção numa complexa rede de relações comerciais, bem evidente na presença de inúmeros exemplares de diversos tipos de ânforas e respectivas tampas.

A sua relevância táctica foi reforçada já em plena Idade Média, e em concreto, no início do século XII, do qual remonta a primeira referência de que há conhecimento até à data sobre a existência, no local, de um castelo, pouco antes de D. Afonso Henriques (1109-1185) ser cercado em Guimarães. Foi, a partir de então, palco de vários episódios relacionados com a consolidação do Reino de Portugal, em pleno processo de Reconquista, até que, em finais do século XIV, o castelo acabou por perder a sua anterior importância política na sequência da transferência da sede de julgado de Neiva, executada no âmbito de uma ampla reorganização administrativa do território. Foi, então, abandonado, entrando num lento processo de degradação, embora ainda sejam visíveis os sulcos onde assentavam os muros da torre e subsista a romaria à capela de N. Sra. das Oliveiras, construída num dos caminhos conducentes ao interior do povoado.

Texto: IPPAR – [AMartins]

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Castro de Ribas – Alto da Cerca – Valpaços – Vila Real

Posted by mjfs em Outubro 20, 2008

Povoado fortificado proto-histórico e romanizado, circundado por duas linhas de muralha, que chegam a atingir c. de 7 m de espessura, sendo o sistema defensivo complementado de NE a NO por um fosso escavado no afloramento, muito danificado. Na muralha interior regista-se uma porta virada a NE e uma outra, mais estreita, no flanco NO. Registe-se que a primeira linha de muralha possui um cotovelo com uma espessura de c. de 13 m. No pano da muralha interior encontram-se, possivelmente reaproveitados, dois silhares com ornamentações gravadas, sendo os motivos decorativos constituídos por círculos e espirais. Nas plataformas interiores, conservam-se habitações de planta rectangular e circular, assim como, a E., um lagar escavado num rochedo. Exteriormente ao povoado encontra-se uma habitação rectangular, possuindo num extremo, segundo o eixo maior, um corpo com a mesma planta, não apresentando qualquer comunicação com aquela

Fonte: www.monumentos.pt

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Castro Santiago – Mogadouro

Posted by mjfs em Dezembro 26, 2007

Castro Santiago

Situado no território da tribo astur dos Zoelas, que o Douro separava dos  Vetões, este castro eleva-se a 956 m de altitude, no cimo da Serra de Ala, constituindo um miradouro sobre o altiplano mirandês, donde se desfruta uma paisagem de rara beleza.

De forma aproximadamente rectangular (dimensões médias de 128X52m), nos pontos de mais fácil acesso encontramos dois campos de pedras fincadas.

Aproveitando a grande defesa natural que os vários esporões rochosos do cume da serra lhe proporcionavam, reforçaram-nos com uma forte linha de muralha, para sua maior segurança.

O espólio de superfície, constituído por cerâmica manual, é característico da Idade do Ferro. A ausência de escavações, impede conhecer como seria a estrutura interna do povoado.

(Fonte: castrosyverracos)

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Castro Castelo dos Mouros em Vilarinho dos Galegos – Mogadouro

Posted by mjfs em Dezembro 24, 2007

Castro Castelo dos Mouros

No cimo de um esporão sobre o Rio Douro, em paisagem de beleza selvagem, encontra-se um reduto defensivo, só acessível pela parte Norte, onde se observam restos de muralhas, de um fosso e um pequeno campo de pedras fincadas.

No interior encontram-se alguns fragmentos de cerâmica manual, própria da Idade do Ferro, juntamente com outros que consideramos serem da época romana.

A porta principal estava defendida por um torreão, hoje circundado no exterior por três linhas de muros concêntricos, de construção posterior.

(Fonte: castrosyverracos)

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Castro Ovil – Paramos – Espinho

Posted by mjfs em Dezembro 22, 2007

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O Castro de Ovil, situado no lugar do Monte, próximo do apeadeiro da Linha do Vouga, na freguesia de Paramos (Espinho) é um dos pólos de maior interesse no concelho, passível de ser aproveitado e potenciado como alavanca de desenvolvimento local. Situado no sopé de uma colina sobranceira à ribeira de Rio Maior, curso de água que desagua na Barrinha de Esmoriz/Lagoa de Paramos, ecossistema integrado na lista europeia de sítios Rede Natura 2000, na Rede IBA (Important Bird Areas) e na Reserva Ecológica Nacional (REN), o Castro de Ovil, além do seu valor histórico-cultural (possui estruturas habitacionais do período castrejo – século II a.C. – com exemplos de arqueologia industrial: a Fábrica do Castelo, de 1836), possui também um significativo valor natural, dado que está inserido numa área verde bastante interessante do ponto de vista da biodiversidade e extremamente aprazível do ponto de vista lúdico. O serpenteante vale que acompanha a Ribeira de Rio Maior, recurso hídrico infelizmente extremamente poluído por detritos industriais e domésticos, apresenta uma vegetação ripícola bastante densa e luxuriante e com várias espécies arbóreas dignas de realce: choupos, amieiros, salgueiros, ulmeiros e carvalhos. Para lá das imediações do vale, impera o pinheiro-bravo e o eucalipto. Significa, pois, que a par do valioso património arqueológico e histórico, que motivou a classificação do Castro de Ovil como imóvel de interesse concelhio a 17 de Julho de 1990, a área adjacente e limítrofe ao antigo povoado castrejo possui mais-valias do ponto de vista natural que, a serem colocadas ao serviço das populações locais e dos turistas, podem lograr o incremento do designado turismo da natureza e do turismo cultural. A Câmara Municipal de Espinho aprovou em 2000 um projecto que prevê a musealização do Castro de Ovil e a construção de um Centro Interpretativo, obras que já deveriam estar prontas desde 2004. Pelos motivos expostos, considera-se que a este espaço lhe é devida uma protecção consistente e uma acção de valorização efectiva e global.

(Fonte: Campo Aberto)

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Castro de S. João das Arríbas – Miranda do Douro

Posted by mjfs em Dezembro 21, 2007

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Situado a 650 m de altura, sobre uma impressionante arriba talhada pelo Douro, que forma um grandioso canhão, tem cerca de 2 ha, com forma circular. A muralha de granito partido, reforça as suas excepcionais defesas naturais com um bastião e um baluarte triangular, este sobre a porta, a norte, defendendo aquele o caminho de acesso, por onde se entra hoje no santuário. Abundantes epígrafes romanas, uma das quais em honra de um militar que participou na conquista da Bretanha, na época do imperador Adriano provam a participação dos zoelas no exército romano, dos quais nos fala Plínio, a propósito da qualidade do seu linho, muito apreciado em Roma. Por debaixo da muralha nordeste, pode ver-se uma densa trama de terraços dedicados à viticultura.

(Fonte: castrosyverracos.com)

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Castro de Ciguadenha – Miranda do Douro

Posted by mjfs em Dezembro 18, 2007

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Situado a 680 m de altitude, numa plataforma natural sobre o Douro, que rodeia o castro pelos seus lados nascente e sul, com uma abrupta e impressionante arriba, que constituía a sua melhor defesa, tem uma área aproximada de 10 ha. A muralha, formada com pedras de granito, cobria só os lados não defendidos pelo rio, abrindo-se a porta a norte, flanqueada por um bastião e por um extenso campo de pedras fincadas, autênticas navalhas afiadas, de ponta para cima. A falta de escavações arqueológicas não permite conhecer a estrutura interna do povoado.

(Fonte: castrosyverracos.com)

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