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Archive for the ‘Moinhos’ Category

Moinhos Camarão da Ajuda – Lisboa

Posted by mjfs em Dezembro 29, 2007

Moinhos Camarao da AjudaMoinhos Camarao da Ajuda

 

Do elevado número de moinhos que existiram no lado ocidental de Lisboa, os dois moinhos do Caramão (Moinho de Santana e Moinho Velho) são os únicos que ainda existem, testemunhando quase “museologicamente” uma das actividades mais importante e mais características do Portugal rural. A sua preservação deve-se à Associação portuguesa dos amigos dos moinhos, que em 1965 os restaurou, preservando a estrutura-base: torre circular e capelo de quatro velas triangulares. Nos últimos anos estes imóveis foram incorporados no Parque camarário de Caramão, e significam um dos vectores de desenvolvimento e de atracção deste novo espaço público.

 (Fonte: IPPAR)

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Moinhos Casalinho da Ajuda – Lisboa

Posted by mjfs em Dezembro 27, 2007

Casalinho da AjudaCasalinho da AjudaCasalinho da Ajuda

 

À semelhança dos moinhos do Caramão, estes outros dois do Casalinho da Ajuda constituem os últimos exemplos de uma importante actividade económica nos meios rurais situados em torno da cidade de Lisboa. Provavelmente construídos na seguna metade do século XVIII, estes edifícios foram entretanto adaptados a residências particulares já no século XX, mantendo-se numa condição precária até aos dias de hoje. Estruturalmente, estes moinhos inserem-se na tipologia comum de moinho de vento nacional, com um capelo rotativo de velas triangulares adaptado a uma torre circular.

(IPPAR)

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Moinhos de vento na Quinta dos Cinco Ventos – Cascais

Posted by mjfs em Dezembro 14, 2007

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A antiquíssima povoação de Alcabideche terá sido fundada durante o domínio islâmico, que deixou marca evidente na toponímia local. Desde então, e até às décadas de 60-70 do século XX, a paisagem esteve marcada por grande quantidade de moinhos de vento, quase todos destruídos nos anos seguintes. Os dois moinhos da Quinta dos Cinco Ventos são o último testemunho da importância económica da moagem em Alcabideche, e verdadeiros ex-libris da freguesia. Levantam-se a cerca de 90 m entre si, no cimo de uma pequena colina enquadrada pela Serra de Sintra, e na vizinhança de um nó rodoviário do IC 16.

Os moinhos, datáveis do século XI, possuem torre de planta circular, em alvenaria de pedra e argamassa. O exemplar que se presume mais antigo, a Nascente do conjunto, é constituído por piso térreo e um andar de sobrado, e foi restaurado em 1997, por iniciativa da Junta de Freguesia. No piso inferior existem apenas alguns armários, em vãos escavados nas grossas paredes de 1,30 m de espessura, tendo desaparecido todos os componentes do mecanismo de moagem. No piso superior, acessível por uma escada de pedra em caracol, resta o mastro do velame, de madeira, e os elementos adjacentes. A cobertura, ou capelo, é formada por uma estrutura cónica em madeira, assente num aro, e forrada no exterior por folha de zinco. O mastro, de secção oitavada a partir da abertura, conserva as oito varas de suporte do velame, que não existe actualmente. Nada resta igualmente do mecanismo de moagem propriamente dito, nem sequer as mós.

O segundo moinho não foi sujeito a qualquer restauro, encontrando-se nitidamente degradado. É muito idêntico ao anterior, mas estrutura-se em três pisos, sendo os dois superiores de sobrado, quase totalmente destruídos. Em cada andar existem duas mós, as do piso intermédio destinadas à moagem de cevada e centeio, e as do terceiro piso, de grão mais fino, destinadas apenas ao trigo. Esta diferenciação, possível pelo acrescento tardio do piso superior, ocorreu entre os séculos XVIII e XIX. Sob o capelo conserva-se ainda o mastro, bem como alguns elementos do mecanismo e do travamento.

A alguma distância do conjunto dos moinhos levanta-se um singelo monumento ao poeta árabe do século XI Abu Zayd ‘ Abd ar-Rahmãn ibn Muqana, natural de Alcabideche, então Al-Qabdaq. Pertencem a Ibn Muqana as primeiras referências conhecidas aos moinhos de vento na região, se não mesmo em toda a Península Ibérica, na forma de poemas, dos quais um significativo trecho se encontra reproduzido na lápide comemorativa. As obras do nó rodoviário de Alcabideche, para além de quebrarem a ligação entre as moendas e desvirtuarem o seu enquadramento, vieram afectar em muito a legibilidade do conjunto formado por estas e pela lápide, cujo principal valor patrimonial residia na relação com os moinhos a que os versos aludem.

(Fonte: IPPAR)

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