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Archive for the ‘Solares’ Category

Torre dos Metelos – Figueira Castelo Rodrigo – Guarda

Posted by mjfs em Março 16, 2009

 Torre Solar dos Metelos

O conjunto habitacional designado por Torre dos Metelos é constituído por duas áreas distintas, uma correspondente ao torreão medieval, outra ao solar seiscentista. Edificada no século XV pelos Metelo, Senhores do Morgado de Valongo, a torre de planta quadrada obedece à estrutura das torres de menagem medievais, não tendo no entanto qualquer carácter defensivo, uma vez que nesta época as torres eram erigidas como meros símbolos senhoriais. Conservando uma estrutura defensiva, de paredes fechadas, a Torre dos Metelos foi edificada como habitação senhorial, destacando-se no seu conjunto as janelas de balcão do registo superior, um elemento introduzido nas casas-torre no século XV que marca a evolução destas edificações como elementos de arquitectura civil.

Nas centúrias seguintes, a estrutura da Torre dos Metelos foi-se revelando insuficiente para servir de habitação a uma família senhorial certamente numerosa, sendo edificado no século XVII, no espaço contíguo, um solar.

A torre, de secção quadrangular, é rematada por pináculos coroados por esferas, que foram acrescentados durante a construção do solar. As fachadas da torre estão divididas em três registos, possuindo no primeiro portais de moldura rectangular encimados por arco de volta perfeita cego. O segundo registo não tem qualquer elemento decorativo, à excepção da fachada sul, que possui porta de moldura rectangular, utilizada até ao início do século XX como ligação ao passadiço construído entre a torre e o solar. No último registo foram edificados balcões com mata-cães, assentes em mísulas trilobadas. Interiormente, os pisos são diferenciados por estrutura de madeira.

No século XVII foi edificado o solar, adossado à estrutura da torre. De planta irregular, em L, o Solar dos Metelos apresenta uma estrutura pouco homogénea, uma vez que o conjunto residencial foi resultado de sucessivas campanhas de obras, que lhe conferiram irregularidade planimétrica. Desenvolvendo-se horizontalmente, a fachada é marcada pela repetição de janelas a espaços regulares. O edifício está dividido em dois registos, sendo o piso inferior destinado a armazém e o superior a habitação. Na fachada principal, no primeiro registo, foram abertas cinco portas de moldura rectangular e três janelas de peito, de moldura semelhante. No segundo registo, ao centro, foi colocada pedra de armas, datada de 1818, e janela de sacada com varandim e guarda de ferro. A cada um dos lados desta está um conjunto de quatro janelas de peito, todas de moldura quadrangular. Do lado direito da fachada foi construído um muro alto com portão em arco abatido encimado por arquitrave e mísula, no qual foram inscritas as letras TMNL , numa referência a um dos proprietários do solar, Tomaz Metello de Nápoles e Lemos, Visconde de Nápoles e Lemos.

Cerca de 1930 o Solar dos Metelos foi vendido, e a capela que existia no seu interior, dedicada a Nossa Senhora da Esperança, foi anulada. Posteriormente, foram executadas diversas campanhas de obras, durante as quais foi remodelado o interior do edifício e construídos diversos anexos, enquanto o passadiço que ligava o solar à torre foi demolido.

Texto: Catarina Oliveira / IPPAR

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Casa de São Sebastião ou Antiga Biblioteca Municipal – Vila do Conde

Posted by mjfs em Janeiro 20, 2009

 Casa São Sebastião - Vila do conde

Enquadramento

Urbano, isolado, separado por muro e jardim.

Descrição

Planta rectangular, composta, com volumes articulados horizontalmente, cobertura exterior de telhado diferenciado em várias águas, possuindo ao centro torre amansardada com janelas de arco de volta perfeita, de duas folhas. Fachada principal com embasamento de granito, formado por três corpos separados por pilastras e de dois pisos separados por friso. No corpo central abrem-se, ao nível do 1º piso, dois portões de arco abatido nos extremos, seguidos por pequena janela gradeada, de uma porta de verga recta e duas outras janelas iguais; no 2º piso, oito janelas de sacada com arco abatido, guardas de ferro e bandeira superior com vidros formando flor. O corpo da direita possui portão de arco abatido ladeado por duas janelas gradeadas no 1º piso e três janelas de sacada iguais no 2º. O corpo da esquerda é rasgado por portal de arco abatido e ladeado por pilastras que apoiam frontão interrompido; lateralmente, ao nível do 2º piso, duas janelas de sacada. Ao nível do 1º piso, a fachada é ritmada por 14 vãos de janela com sacada. A E., na fachada principal, encontra-se um portal que, ao nível do 1º piso, remata com frontão interrompido. A fachada lateral O., de um só pano, apresenta ao nível do 1º piso duas portas e duas janelas de guilhotina. No 2º piso, existem quatro janelas de sacada. A fachada O. é prolongada em direcção S., por muro de vedação com porta entaipada. A fachada posterior, orientada a S. e com janelas de guilhotina, apresenta ao centro um corpo proeminente, também este com janelas de guilhotina. A entrada no edifício é feita através do portal, acedendo-se a um pátio com pavimento em lajeado de granito. Deste, acede-se ao piso nobre por escadaria de lanços opostos, rematada por volutas e suportada por colunas de granito e de ferro. Esta escadaria dá acesso a uma varanda. O interior ao nível do 2º piso tem pavimento de madeira, tectos de estuque ornamentados com motivos vegetalistas e geométricos. As portas são de madeira almofadadas. O logradouro, ocupado por jardim e horta, tem na extremidade S. um torreão de cariz romântico.

Época Construção

Séc. 18

Cronologia

Séc. 18 – Construção; pertenceu aos Viscondes da Beira; séc. 19 – modificações; séc. 19, meados – passou para a família Figueiredo Faria; séc. 20 – instalação da Biblioteca Municipal; 1995, 2 Outubro – Despacho de abertura do processo de instrução relativo à eventual classificação do imóvel.

Tipologia

Arquitectura civil, barroca e romântica. Palácio urbano barroco de planta rectangular e fachada principal de dois pisos, formada por três corpos separados por pilastras.

Características Particulares

De realçar a solução utilizada no friso separador dos pisos que, no corpo da esquerda, acompanha a curva do frontão, o qual, com a sua altura, interrompe a fenestração regular da fachada principal, mas não desarmoniza o conjunto.

Dados Técnicos

Estrutura autoportante e mista.

Materiais

Alvenaria de granito rebocado, granito aparente, telha marselha e telha aba e canudo, madeira, ferro, estuque.

(Texto: DGEMN)

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Casa Grande Ou Casa dos Cunha Reis – Braga

Posted by mjfs em Janeiro 8, 2009

Casa Grande - Braga - monumentos.pt

Implantada desde o final do século XVIII no Campo das Hortas, a Casa Grande ou Casa dos Cunha Reis constitui uma das diversas marcas de poder que, ao longo dos tempos, os deões da Sé de Braga imprimiram à cidade. Foi seu impulsionador D. António Alexandre da Cunha Reis da Mota Godinho que, para tal, adquiriu esta propriedade no Campo das Hortas, onde edificou o imóvel que ainda hoje conhecemos e que foi considerado, à época, como uma das mais significativas construções da zona extramuros de Braga.

A sua família, ligada ao comércio do vinho (neto de um rico negociante portuense e filho de um deputado da Companhia dos Vinhos do Alto Douro, também detentor da Quinta da Vacaria, no Alto Douro), e os próprios cargos por si desempenhados (Deão do cabido da Sé, vigário capitular, governador temporal do arcebispado, cavaleiro da Ordem de Cristo, Senhor da Quinta da Vacaria), permitiram-lhe ostentar o seu poderio (económico, político e religioso) através da arquitectura. O brasão, patente no frontão triangular que remata o edifício é, no entanto, posterior, tendo aí sido colocado por seu irmão, Joaquim Jerónimo, herdeiro da casa por morte do deão, em 1834.

De planta regular, a Casa Grande, como é conhecida, apresenta dois andares, abertos por vãos regulares e bem ritmados que, na fachada principal, se relacionam entre si numa composição única – as portas e janelas do piso térreo são encimadas por um amplo lintel, formado por mísulas laterais que suportam um entablamento, a que se sobrepõe a base das janelas de sacada que constituem o piso nobre. A mesma composição que coroa os vãos térreos é repetida sobre as janelas de sacada, que terminam em frontões triangulares. Todo o alçado é ritmado por pilastras dóricas, que enquadram cada uma das composições descritas, o que acentua o sentido verticalizante do conjunto, apenas atenuado pelo friso que separa os dois andares e pelas linhas desenhadas pela regularidade dos diferentes traçados. Nos restantes alçados, o ritmo mantém-se ao nível do andar nobre, mas surge descontínuo no que diz respeito ao piso térreo. Ao centro da fachada, o frontão impõe-se, flanqueado por uma balaustrada, com vasos nas extremidades. O recurso a este género de linguagem, que se pauta pela utilização do frontão triangular (quer no coroamento dos vãos quer no próprio alçado), denuncia a emergência e o redescobrimento da linguagem clássica.

No interior, desenvolve-se um amplo átrio (que permitia a entrada de cavalos), com uma escadaria cenográfica, iluminada por clarabóia de decoração em estuque, com medalhões em trompe-l’oeil. Nas salas do andar nobre reencontramos o mesmo género de decoração, de gosto neoclássico. As temáticas escolhidas oscilam entre os temas mitológicos e as paisagens. O mobiliário, a colecção de pintura e a vasta biblioteca era muito enaltecida pelos contemporâneos, entre os quais se destacam, naturalmente, o rei D. Fernando e o Duque da Terceira que, em 1852, visitaram a Casa Grande.

Texto: (Rosário Carvalho) / IPPAR

Casa Grande - Braga - Foto Joseolgon 25 maio 2007

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Casa e Quinta de Dinis de Cima – Couto (Santa Cristina) – Santo Tirso

Posted by mjfs em Dezembro 26, 2008

 Casa e Quinta Dinis de Cima - Couto - Santa Cristina - Santo Tirso - monumentos.pt 1

Situada na freguesia de Couto (Santa Cristina), a Casa de Dinis de Cima, envolta pela quinta à qual pertence, desenvolve-se numa planta em forma de U, que articula os dois volumes de maior destaque: os torreões.

As informações disponíveis sobre este imóvel não permitem concluir se esta é uma edificação de raiz, ou se, pelo contrário, radica numa construção medieval, profundamente alterada pela campanha do século XVIII. Na verdade, as denominadas casa-torre constituíram o modelo preferencial da habitação nobre na época medieval, onde este género de plano, com duas torres unidas por um corpo, foram uma das variantes adoptada e da qual restam alguns exemplos. Esta planimetria foi, posteriormente, recuperada pela arquitectura setecentista que, muitas veze,s reedificou as torres originais. Na Casa de Dinis de Cima, e apesar da compartimentação dos alçados por pilastras, estes volumes conservam uma alusão militar, de função apenas decorativa, bem presente nas ameias que rematam quer as torres quer o volume que as une. O próprio portal em ogiva que se abre no muro evoca, também, a linguagem medieval. Menos próprio da época, são os muitos vãos que rasgam estes corpos, com molduras de cantaria de configuração diferenciada.

Assim, e sem abandonar totalmente a possibilidade de aqui ter existido uma outra edificação, bem anterior, certo é que ela foi profundamente alterada no século XVIII. As fachadas do pátio e dos corpos laterais contrastam vivamente com a imagem fortificada observada, ao apresentar um desenvolvimento mais depurado. No alçado mais longo, ganha especial importância a capela, a porta principal, bem como o conjunto formado pelo brasão de armas dos Correia Miranda (com certeza, a família proprietária do móvel) e a fonte. O brasão ocupa um lugar de destaque, ao elevar a linha da cornija, que forma um semicírculo. Por baixo, abre-se uma janela, e no plano térreo, encontra-se a fonte, de tanque rectangular, com espaldar decorado. Duas pilastras encimadas por pináculos, ladeiam a estrutura central, com a bica e, sobre a cornija, um nicho flanqueado por volutas é rematado por frontão curvo.

No interior, bastante alterado, apenas se conservam algumas das coberturas, em masseira.

Texto: (Rosário Carvalho) / IPPAR

 

Casa e Quinta Dinis de Cima - Couto - Santa Cristina - Santo Tirso - monumentos.pt 2

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Solar dos Carneiros – Póvoa do Varzim

Posted by mjfs em Dezembro 13, 2008

 Solar dos Carneiros - Biblioteca Municipal da Póvoa do Varzim - Foto www.monumentos.pt

O edifício situada na Rua do Visconde e na Rua da Amadinha, conhecido por solar dos Carneiros, é a única casa brasonada existente na Póvoa de Varzim. A sua longa fachada, onde se exibe o brasão de armas da família, desempenhou um papel fundamental no tecido urbano e sócio-económico da Póvoa, vincando a imagem de poder e de relevo social que os seus proprietários pretendiam transmitir.

A sua construção remonta ao século XVIII, inserindo-se num dos modelo mais utilizados na arquitectura civil de Setecentos, a denominada casa comprida. O brasão, no andar nobre, é flanqueado por duas janelas marcando o eixo deste corpo da fachada, com janelas de sacada no piso superior, e no térreo, duas portas e janelas de linhas rectas, alinhadas pelo friso que separa os dois pisos.

No interior, e para além de um tecto de masseira, original, destaca-se a capela, com altar de talha policroma, a imitar marmoreados.

Quando, em 1936 se realizou a 1ª Exposição Regional de Pesca Marítima, um dos seus impulsionadores, António dos Santos Graça, decidiu prolongar esta iniciativa e promover a organização de um Museu Municipal, que veio a ser inaugurar no ano seguinte, no solar dos carneiros, com as peças da Exposição e outras entretanto reunidas.

A Câmara Municipal adquiriu o imóvel em 1974, promovendo, a partir de então, obras de remodelação e ampliação, que estavam concluídas em 1985, data da reabertura ao público do renovado Museu de Etnografia e História.

Texto: (Rosário Carvalho) / IPPAR

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Solar e Torre da Honra de Barbosa – Rans – Penafiel

Posted by mjfs em Outubro 17, 2008

solar de torre barbosa - rans - penafiel - www.monumentos.pt - 1

A actual configuração da torre da Barbosa poderá esconder um dos mais antigos testemunhos de arquitectura militar medieval no nosso país. A tradição tem apontado o ano de 866 como o da construção de uma primitiva estrutura militar neste local, na sequência da doação do lugar de Bordalo (topónimo que tem sido interpretado como o mesmo a que corresponde a actual torre), feita por Afonso III das Astúrias ao conde D. Hermenegildo. No entanto, até ao momento não se identificaram quaisquer vestígios dessa primitiva estrutura e só um programa de intervenção arqueológica o poderá esclarecer.

No século XII, possuímos informações mais seguras acerca do monumento. Reinando D. Afonso Henriques, a Terra de Penafiel esteve na posse de D. Mem Moniz (irmão de D. Egas Moniz), nobre a que se atribui a construção de um paço fortificado no local. Por testamento, a propriedade passou a sua filha, D. Teresa Mendes e, por casamento desta, para a mão de D. Sancho Nunes de Barbosa, o primeiro nobre a usar este apelido no nosso país e a cuja existência se deve a alteração do topónimo.

Infelizmente, dessa fase românica da propriedade nenhum testemunho material chegou até hoje, mas a sua antiguidade é atestada logo no reinado de D. Dinis. Nas Inquirições então efectuadas, a quinta é mencionada como “honra de Barbosa Velha”, certamente por contraste com outras propriedades nas imediações de instituição mais recente.

O aspecto actual da torre medieval data de meados do século XIV e, posteriormente, de duas reformas levadas a cabo nos reinados de D. João I e de D. Manuel. Em 1334, a honra foi repartida por vários herdeiros, cabendo a parte que incluía a torre senhorial a D. Leonor Mendes e a seu marido, D. Martim Anes de Sousa. Com a subida ao poder da nova dinastia de Avis, a propriedade foi doada aos Malafaias e Azevedo, que a transformaram em solar familiar. Datará destas duas alterações de posse a construção que actualmente subsiste, tendo sido mais difundida a hipótese que a situa no século XV, embora as suas características a pareçam colocar um pouco mais atrás no tempo.

A torre é uma estrutura de planta quadrangular, de dois andares marcados por vãos abertos nos alçados, e encimada por uma linha de ameias a toda a sua volta. O “aparato denso dos muros”, que aparecem aqui “desprovidos de aberturas”, confere-lhe um aspecto mais arcaico que aquele que seria de supor numa construção do século XV, embora esta seja uma convicção com base em analogias estilísticas, não se alicerçando em datações absolutas.

No reinado de D. Manuel, a torre foi objecto de uma modernização, cujo alcance é ainda mal conhecido. As janelas do piso superior foram modificadas, para albergar um arco polilobado abatido de perfil manuelino. Dessa campanha, deverão datar também as ameias chanfradas que rodeiam o edifício e as gárgulas de canhão dispostas nos seus ângulos, aspectos que “denunciam a sensibilidade da época manuelina”.

Por essa mesma altura, ter-se-ão dado importantes transformações nas partes habitacionais, alterações que a época moderna se encarregariam de aprofundar. Actualmente, um corpo de dois andares, mas bastante mais baixo que a torre, adossa-se-lhe a uma das faces laterais e possui planta em L. A entrada principal é no piso nobre do corpo menor, com patim alpendrado e acesso através de uma escadaria paralela ao corpo maior. No piso térreo, abrem-se várias portas e janelas, de carácter utilitário e de vocação agrícola e de serviço. O piso superior é fenestrado regularmente por janelas em guilhotina, elementos que conferem clara monumentalidade e carácter nobre a esta parte do conjunto.

Outras transformações foram, entretanto realizadas, tendo a quinta chegado aos nossos dias como uma soma de múltiplas fases construtivas, cujo estudo rigoroso se impõe como única via de melhor se conhecer a sua história.

Texto: IPPAR – PAF

 

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